Onde comer em Brasília: melhores restaurantes e cafés

Neste texto, você encontra um guia completo de onde comer em Brasília. A Capital Federal pode não ser das mais baratas para comer e beber, mas tem uma oferta muito vasta com boa gastronomia de todos os cantos do Brasil e do mundo.

A primeira dica é: depois de escolher o restaurante, vá de carro ou de uber. Em Brasília, tudo parece pertinho, mas cada quadra é uma caminhada infinita e determinada a confundir os forasteiros.

Quanto custa comer em Brasília e qual é a comida típica

Brasília é uma cidade cara, é um fato. Mesmo comparando com outras capitais de alto custo de vida no Brasil, como Rio e São Paulo, a gastronomia brasiliense ainda se destaca pelo alto preço. O preço médio dos pratos individuais em bons restaurantes fica entre R$80 e R$100.

Sobre comidas típicas, a verdade é: não há. Goiás tem muitos pratos típicos, com certeza, mas Brasília é um mundo à parte. Por ser uma cidade muito nova e construída a partir da imigração que veio de várias partes do Brasil, a sua culinária tradicional é de tudo, um pouco: há muitos restaurantes de frutos do mar, churrascarias, pratos do Sudeste, locais de inspiração nordestina e casas de culinária contemporânea.

Vale saber que a gente indica alguns restaurantes nordestinos aqui que gostamos muito, mas eles não são temperados como no Nordeste – pode faltar coentro e pimenta, por exemplo, ingredientes clássicos da comida de lá. Se você faz questão (como a gente), peça à parte.

Onde comer em Brasília: restaurantes baratos

Como a culinária brasiliense é meio careira, se você comer bem por R$30 ou R$40 dentro do Plano Piloto, pode considerar que está pagando barato.

Há alguns bons locais que praticam preços assim. O Beirute, por exemplo, é o mais clássico bom e barato de Brasília desde 1966, quando dois árabes recém chegados inauguraram a primeira casa na Asa Sul. Ela foi comprada pelos garçons nordestinos poucos anos depois, é verdade, mas as receitas árabes seguem lá (e na casa irmã aberta na Asa Norte), firmes, fortes e deliciosas.

Hoje em dia, é bem famosa a farta parmeggiana (R$100, serve de duas a três pessoas, dependendo da fome), mas são os pratos árabes que têm o melhor preço. O cardápio é bem vasto e os combos “beirutada” servem bem de duas a três pessoas (incluem kibes, pão sírio, pastinhas, kafta, falafel e outras comidinhas) por a partir de R$40. Há uma versão árabe para o bolovo, feita com kibe (R$12) e salgados unitários a R$7.

Os buffets por quilo variados e com preço razoável são boas opções para comer por a partir de R$20 (dependendo do tamanho do prato servido, é claro). O Don’ Durica, por exemplo, é conveniente por ter vários endereços (vá no Beira Lago, que é o mais bonito, com uma bela vista para o Paranoá no terraço).

Já o Rei do Camarão é mais focado em frutos do mar. O preço do quilo de ambos fica entre R$85 e R$90. Outro restaurante por quilo com boa variedade é o Mangai (entre R$75 e R$80/quilo), focado em comida nordestina. Apesar de gostosos, continuam sendo buffets por quilo, impessoais – não espere em nenhum deles uma comida marcante.

Bom preço com personalidade se encontra no Simbaz, restaurante africano. Para quem quer um bom e barato com pegada diferente, é uma ótima indicação: dá para comer bem por entre R$30 e R$40, dependendo do prato escolhido.

Na beira do Paranoá, no Quiosque Náutico, dá para forrar o estômago com café, salgados e uma vista linda por menos de R$20. No Objeto Encontrado, PFs gostosos e sanduíches (com carne ou sem) saem por R$28.

Falamos mais sobre sobre o Mangai, o Simbaz, o Quiosque Náutico e o Objeto Encontrado abaixo.

Onde comer em Brasília: Melhores restaurantes na orla do Paranoá

Dos mais saborosos nessa região, começamos pelo conceituado Taypá, um peruano de vibe mais inventiva e temperada, vencedor de três prêmios de melhor restaurante na Veja Comer e Beber. Além do chef peruano, muitos dos ingredientes usados na cozinha são importados do Peru, o que faz deste um local bem autêntico.

Os ceviches, que partem de cerca de R$60, são destaque – tem de atum, de polvo, de salmão e vegano, com vegetais crus. Por a partir de R$80 saem pratos principais bem típicos como o arroz chaufa de frutos do mar e o lomo saltado, e outros mais “criativos”, como o filé ao molho de mostarda e mil folhas de batata a la huancaina, e o peixe ao molho de rocoto, camarões e açafrão com croquetes de mandioca e queijo gruyere. De sobremesa, vá no tradicional suspiro a la limeña (R$30), com leite condensado, merengue e vinho do porto.

Um restaurante aberto, com um clima extremamente agradável e uma vista bacana do lago, ainda que à distância, é o italiano Sallva. Ele chama a atenção pelo ambiente – o local é realmente lindo. Há boas entradas para compartilhar a partir de R$42 (preço das porções de pastéis, de bolinhos de arroz e de mini sanduíches de cupim desfiado) – recomendamos a burrata com figos e presunto de parma (R$65), gostosa e muito bem servida.

As massas e risotos custam a partir de R$70, como o ravióli de búfala ao pomodoro e pesto e o nhoque com ragu de ossobuco e folhas baby. As carnes e os frutos do mar partem de R$80. A carta de vinhos traz bons brancos, tintos e rosés por a partir de R$70. Em dias de semana, serve um menu completo de almoço com entrada, prato principal e sobremesa, por R$60.

Outro famoso da orla é o Manzuá, mas ele já foi alvo de experiências boas e ruins – parece que ultimamente anda falhando na cozinha. Como é um restaurante de frutos do mar (ou seja, os preços são altos) e peca um pouco na falta de tempero, pode ser um bom local para uma caipirinha e uns petiscos (a partir de R$25, caso da porção de pastéis de carne seca com creme de abóbora e da porção de mandioca frita), que são gostosos e apresentam melhor custo/benefício que os pratos.

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A enorme burrata do Sallva, com vista para o Lago, e a porção de acarajés do Manzuá

A porção de acarajés, por exemplo (4 bolinhos feitos no dendê com camarão seco, vatapá e vinagrete, R$35), é bem servida e muito boa. Triste fato é que, para alcançar mais paladares, ela vem sem coentro – mas você pode pedir à parte que eles costumam trazer. O “Trio Manzuá” (R$54) traz uma porção farta de 4 bolinhos de moqueca com camarão, dois mini-acarajés e uma porção de iscas de peixe com molho tártaro. Há também pastéis de camarão (R$28), dadinhos de queijo coalho (R$42), porções de carne, de lulas de ostras…

Dos pratos, as moquecas ficam em torno de R$100 por pessoa e são as que mais valem a pena. Pratos como o risoto de aspargos e camarão (R$110, individual) e o risoto de frutos do mar (R$105, individual) deixaram a desejar no tamanho, no sabor e na quantidade de ingredientes. A vantagem é que eles oferecem a opção de moqueca vegetariana e vegana, com banana da terra (R$65 individual ou R$95 para duas pessoas), que achamos bem gostosa.

O Mangai, um dos buffets por quilo que indicamos entre os bons e baratos de Brasília, é um local bem tradicional cujo principal tributo é a variedade (e o bom preço, considerando o tanto de opções que oferece). Ele é ideal para almoços relativamente rápidos (já que, no esquema de buffet, não há necessidade de esperar pelo prato) e para grupos grandes, em que cada um tem um paladar diferente.

Só de arroz são uns dez tipos. São cerca de 150 pratos que contemplam a comida de outros estados brasileiros – você vai encontrar massas, tropeiro, churrasco, dadinho de tapioca, carne de sol, moqueca, frutos do mar, buchada de bode… A desvantagem é que, por ser muito “democrático”, o tempero é muito suavizado e a vertente nordestina se perde.

Há dois endereços: um mais conveniente, no Shopping ID na Asa Norte, e outro muito mais bonito, na orla, com vista para o Paranoá e a Ponte JK. Se o dia estiver bonito, não hesite em percorrer um pouco mais de chão até a orla porque vale a pena. O quilo custa de R$75 a R$80, dependendo do dia da semana. À noite, funciona também a la carte.

Como já mencionamos, o Quiosque Náutico, na beira do Paranoá, pode ser uma boa parada para um lanche ou um café de fim de tarde, no pôr do sol. Há mesinhas externas no píer, de frente para o lago. Além dos cafés e chás (a partir de R$6), há bons drinks (R$20), salgados (R$6) e sobremesas. Entre os doces, são servidas fatias do Bolo da Ivone (R$14), um bolo bem chocolatudo famoso em Brasília e encontrado também em outros pontos de venda.

Onde comer em Brasília: Melhores restaurantes e cafés na Asa Sul

A começar pelo café da manhã, que pode ser no Ernesto Cafés Especiais, um dos queridinhos de Brasília pela ala moderninha, vegana e vegetariana. No café da manhã, tem opções como pão de queijo (R$5), sonho (R$12), panelinhas de pães da casa com manteiga, requeijão e geleia (R$14, ou R$18 na versão vegana), e queijo quente vegano, feito com queijo de castanhas (R$24).

No almoço, também com versões sem produtos de origem animal, aposta em bons sanduíches (de R$25 a R$30) como o de pastrami com cebola caramelizada e dijonaise (R$32), e o de vegetais grelhados com mussarela de búfala e maionese de manjericão (R$24). Cafés de todos os tipos a partir de R$7.

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Os moderninhos Ernesto Cafés Especiais e Objeto Encontrado, que serve vegetais do MST

Para um almoço nordestino mais autêntico, nosso favorito é o Gibão Carne de Sol, que leva na mesa porções generosas de coentro e pimenta para quem quiser. É o melhor lugar para dividir na mesa um queijo coalho na brasa com melaço, uma porção de bolinhos ou tirinhas de tapioca com linguiça, um mexidão (feijão verde, paçoca de carne e manteiga de garrafa) ou um xique-xique (com carne de sol e mandioca cozida).

Os pratos saem entre R$100 e R$150, mas servem de duas a três pessoas tranquilamente – até mais, dependendo da fome e se combinados com porções e entradinhas (a partir de R$25). A casa mais bacana fica no Parque da Cidade, mas há outra na Taguatinga Norte.

Outro local para quem gosta de comida com temperos mais marcantes é o Simbaz, de proprietário nigeriano. O restaurante e bar faz receitas da Nigéria e de outros cantos da África com ingredientes como amendoim, pimenta e azeite de dendê. As entradinhas custam R$12 (pode ser uma porção de Akara, bolinhos parecidos com acarajé, pastéis temperadinhos ou plátano frito).

São boas as opções vegetarianas e veganas (de R$30 a R$40, consistem em saladas, sopas acompanhadas de bolinhos e caldeiradas de cogumelos), mas o cardápio é focado em “churrascos” africanos (a partir de R$20), com carne de boi, frango, peixe ou cabra com temperos especiais. Não deixe de acompanhar com o arroz jollof, prato típico feito com tomate e especiarias como noz moscada, gengibre, pimenta e cominho.

Para um jantar mais sofisticado, é difícil bater o Bloco C. A comida é realmente deliciosa e bem servida (as porções são maiores que em outros restaurantes do mesmo nível).

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O carpaccio do Bloco C e metade do prato individual de filé ao molho de rapadura, que foi cordialmente dividido em dois de acordo com nosso pedido

De entrada, a partir de R$33 (caso da cebola assada com linguicinha caseira e fonduta), destacam-se o carpaccio de filé (a partir de R$51) e a burrata cremosa com passata de tomate (R$64). Dos pratos principais do jantar (a partir de R$80), não perca o filé com molho de rapadura e risoto de grana padano, o risoto de abóbora com mel trufado que perfuma a metros de distância e a carbonara com ovo poché.

A carta de drinks é extensa (a partir de R$28) e com boas criações, como a surpreendente caipirinha de uva com manjericão. No almoço, eles oferecem um menu executivo com entrada, prato principal e sobremesa por R$65, preço muito justo pela qualidade da comida.

O chef Marcelo Petrarca também comanda a cozinha dos restaurantes Lago, no Lago Sul, e Inverso, no Park Sul.

Onde comer em Brasília: Melhores restaurantes e cafés na Asa Norte de Brasília

A melhor pedida é o Santé 13, um restaurante bem romântico, de luz baixa, que costuma fazer promoções, como descontos e dose dupla de drinks, para o horário do happy hour.

Mas a comida é o destaque: as entradas para compartilhar partem de R$26, preço do duo de bruschettas com pesto de castanhas e manjericão, e os pratos partem de R$56 – valor do nhoque de creme de queijo, bacon e crisps de alho-poró, e do frango com purê, chips e farofinha.

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Os conceituados Santé 13, de clima romântico, e Taypá, de gastronomia autêntica peruana

Não perca o Lemon Tuna, atum em crosta de lemon pepper servido com risoto de brie com nozes, laranja e mel (R$86) e o filé mignon ao poivre com crocante de coalho (R$72). Eles possuem um menu completo vegano, com entradas (na faixa dos R$30), pratos principais (na faixa dos R$50) e sobremesa.

De clima completamente oposto, o Objeto Encontrado é um quiosque/bar aberto, com mesas externas e cadeiras de praia, que prima pelo relax e pela inclusão. Eles comercializam vegetais e usam nos pratos ingredientes produzidos pelo MST, para conectar o produtor e o público consumidor e valorizar o trabalho do movimento.

Sanduíches e pratos fixos, com opções veganas e vegetarianas, custam R$28 cada. É bom para um café no fim do dia ou para tomar cervejas artesanais da região, já que costumam ter vários estilos da goiana Colombina e da brasiliense Corina (a partir de R$28, garrafas de 500ml e 600ml).

Cervejas artesanais em Brasília

O Santuário Casa da Cerveja é um lugar bacana para um chope (ficam na faixa dos R$15 a R$25, 300ml), embora não seja tão variado em petiscos. Figuram nas torneiras cervejarias como as paranaenses Way e Bodebrown, as gaúchas Tupiniquim, Perro Libre e Coruja, a goiana Colombina e estrangeiras como Guinness e Brooklyn. Não é voltado para cervejarias brasilienses.

Já o Godofredo é mais animado, meio “balada chique”, com DJ, sofá e luz vermelha. A comida é de boteco (porções a partir de R$25, sanduíches na faixa dos R$30) e uma maior oferta de chopes locais, de Goiás e Brasília (como as cervejarias Bezy, Corina e Activista), além da cerveja da própria casa.

O Malbec Beer, apesar de ter nome de vinho, é focado em cervejas especiais. Tem mais de 200 rótulos em garrafa e lata de vários estados e países (de novo, faltam cervejas locais), clima tranquilo de empório (você escolhe as cervejas na vitrine) e comidinhas alemãs.

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