Onde comer em Alter do Chão, Pará: os 10 melhores restaurantes

A vila paraense de Alter do Chão, o “caribe da Amazônia”, é a viagem dos sonhos de muita gente. De fato, a região é incrível, linda, selvagem e com uma gastronomia muito rica, embora não sejam tantas as opções de restaurantes. Nesse post, você vai saber onde comer em Alter do Chão, quanto custa, quais são os principais pratos típicos e os melhores restaurantes e bares da vila, com os preços e cardápios de cada um.

Quanto custa comer em Alter do Chão

Porções costumam custar a partir de R$30 e cervejas e drinks, a partir de R$15. Uma refeição individual custa a partir de R$50, mesmo em restaurantes famosos e renomados como o Casa do Saulo. Mas vale saber que pratos individuais são pouco comuns na região: é mais fácil encontrar pratos grandes, para compartilhar entre duas e três pessoas, sempre na faixa de R$100 a R$130.

Os melhores restaurantes baratos em Alter do Chão são o Espaço da Vovó e a Portinha do Caranguejo, onde se come muito bem por até R$30 por pessoa. Na praça central, à noite, há opções de pastel, crepes e tapiocas por a partir de R$10.

Quais são as comidas típicas do Pará e da região de Alter do Chão:

Pirarucu: um dos maiores peixes de água doce do Brasil, típico da Amazônia. É consumido de todas as formas: assado, frito, defumado, em caldeirada…
Filhote: é o peixe piraíba, piratinga ou piranambu, quando pescado mais jovem e menorzinho. Também é um dos maiores peixes da Amazônia e, embora seja mais comum em Belém, também aparece assado, frito e em caldeiradas de Alter.
Piracuí: uma farinha feita de peixe. A carne é salgada, torrada e mexida até ficar flocada como farinha. É normalmente usado para fazer bolinhos fritos ou para comer como farofa, com banana.
Aviú: é como se fosse um mini-camarão. Um pequeno crustáceo de água doce, praticamente exclusivo dessa região. Também aparece em bolinhos e farofas.
Tucupi: é o caldo amarelo extraído da raiz da mandioca brava quando descascada, ralada e espremida. É ácido e costuma ser servido puro, como caldo, ou com peixes e com pato.
Jambu: erva típica amazônica que tem o efeito de adormecer a boca. Pode ser usada escaldada em receitas salgadas (fica similar à couve) ou em drinks, através da famosa cachaça de jambu, onde o efeito de dormência é mais forte. Costuma aparecer no arroz, em petiscos e no prato tradicional de pato no tucupi.
Charutinho: pequeno peixinho frito que se come inteiro, como petisco.
Taperebá: Cajá.
Açaí: no Pará, o açaí é diferente. É consumido sem açúcar, acompanhando o peixe, praticamente “substituindo” o feijão.

Comidas típicas da região arroz de pato no tucupi e bolinho de piracuí, uma farinha de peixe seco

Comidas típicas da região: arroz de pato no tucupi e bolinho de piracuí, uma farinha de peixe seco

 

Restaurantes em Alter do Chão: o que você precisa saber

  • Em Alter do Chão, não há cafés e quase não há padarias. Se a sua hospedagem não oferece café da manhã, compre lanches com antecedência para preparar seu desjejum por lá mesmo. O único local que abre de manhã é a lanchonete Lago Verde, na praça central, que oferece café, pão e tapiocas.
  • A vila também não é a mais farta em comida vegetariana e vegana. As melhores opções sem carne estão na Casa do Saulo (sempre tem um prato vegano), na Ty Comedoria (pratos e entradas veganos e vegetarianos), na Pizzaria Massa Madre (tem opções vegetarianas) e no bistrô da pousada Ocazum, mediante disponibilidade.
  • Se você escolher uma pousada que fique distante do centro, certifique-se de que há um restaurante ou bar disponível no local para refeições, ou esteja preparado com algum lanche. Em Alter, quase nenhum local oferece serviço de delivery e não há muita oferta de restaurantes fora da vila central.
  • Na alta temporada, costuma haver festas de carimbó (um ritmo típico da região, patrimônio cultural brasileiro, e um tipo de dança de roda indígena) nas praças principais, na praia e até mesmo em ilhas, acessadas à noite de barco, com comida, bebida, dança e fogueira. Se tiver interesse em participar, informe-se com os moradores locais sobre as datas e horários.

Onde comer em Alter do Chão

Abaixo, confira detalhes, cardápios e preços dos 10 melhores lugares para comer em Alter do Chão.

Farol da Ilha

A melhor vista de restaurante do centro. O Farol da Ilha tem, além da boa comida, a conveniência de ficar exatamente em frente à Ilha do Amor, de onde dá para observar o vai e vem dos barcos e a linda luz do entardecer. Tem entradinhas como o caldinho de tucupi e jambu (R$12), a porção de bolinhos de piracuí (R$30) e as iscas de pirarucu com geleia de pimenta (R$45).

Entre os pratos para duas pessoas (mas que servem até três, dependendo da fome), destacam-se os peixes da casa (R$120), como o recheado com queijo e banana ao molho branco e o recheado com farofa de camarão servido na folha de bananeira. Também é muito bom o Medalhão do Farol (R$110), em que o peixe é envolto em pirarucu defumado com arroz de ervas amazônicas e purê de abóbora moranga. Há pratos executivos individuais na faixa de R$50.

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O medalhão do Farol da Ilha e a bela vista da Ilha do Amor, cartão-postal de Alter

Boteco da Vila

Um lugar novo, pequeno e muito aconchegante, com luz baixa e banquinhos na areia. É bom para tomar uma cerveja (a partir de R$5), um açaí ou comer uma porção de pirarucu ou de bolinho (de piracuí, camarão, aviú e pirarucu feito com macaxeira, sem glúten, na faixa de R$30).

Casa do Saulo – Tapajós, em Santarém

Já falamos sobre todos os restaurantes Casa do Saulo aqui no blog. A comida é de chorar de tão boa, a valorização de ingredientes amazônicos é linda de se ver e o preço é justíssimo. Essa unidade, construída na beira do rio Tapajós, em Santarém, tem estrutura para passar o dia, com piscina e espreguiçadeiras. A praia que fica logo abaixo é uma das melhores para banho na região, com águas morninhas e areia branca. A partir de Alter do Chão, pode ser acessada de carro ou de barco.

Os pratos são grandes, para compartilhar, custam entre R$120 e R$150 e servem de duas a três pessoas, dependendo da fome. O acompanhamento é livre – se acabou, é só pedir mais. Sempre tem opção vegana por R$55.

O carro-chefe é o prato que leva o nome da casa: filé de pirarucu grelhado com molho de castanha do Pará, banana da terra e camarão rosa (R$130).

Mas nosso favorito é, sem dúvida, o Paraíso Verde (R$120): medalhão de peixe com bacon no melaço de tucupi preto e hummus de feijão. É uma combinação pouco ortodoxa, mas simplesmente surreal. Um prato cheio de personalidade e equilíbrio de sabores, que serviu nós dois e sobrou. O hummus de feijão da casa é uma das melhores coisas já feitas com feijão no mundo, repetimos mil vezes e pedimos porção extra para acompanhar outros pratos.

Portinha do Caranguejo

O único defeito da portinha é abrir apenas de quinta a domingo, o que frustra a visita de quem fica em Alter no começo da semana. O ambiente é dos mais simpáticos da vila, numa salinha toda colorida. Lá são servidos salgados (como bolinhos de caranguejo e esfirras de pato com jambu, R$6 cada) e risotos (como pirarucu defumado ou mariscos, na faixa de R$30). Comida barata e muito gostosa.

Espaço da Vovó

Fora do eixo central, esse restaurante simplão foi recomendação dos locais. Tem comida caseira, preço baixo, porções fartas e ambiente relaxado, com mesinhas de plástico dispostas no pátio sob o teto de palha. Dá para comer muito bem receitas parrudas como carne de panela e baião de dois por cerca de R$30 por pessoa.

Massa Madre Pizzaria

Não apenas é a melhor pizza de Alter, mas também é uma das únicas. A fachada é super discreta, mas vale a pena procurar: da cozinha comandada por um chef argentino, saem pizzas assadas perfeitamente em forno à lenha, servidas em uma varanda bem charmosa.

As pizzas ficam na faixa de R$60 e têm sabores bem interessantes, como gorgonzola com castanha do Pará e quatro queijos com queijo coalho. De entradinha, gostosas bruschettas (de R$30 a R$40) como a de salmão gravlax com alcaparras e rúcula e a de pirarucu defumado. Tem opções vegetarianas.

Ty Comedoria

A Vila Madalena chegou em Alter do Chão. O Ty é o lugar mais moderninho, de decoração navy, toda em branco e azul com motivos marítimos. Tem pé na areia, tem almofadas no chão, tem espreguiçadeiras e música ao vivo de qualidade. Além do ambiente, a comida contemporânea também surpreende muito, com ingredientes locais, receitas criativas e boa apresentação.

De entradinha, são imperdíveis o vegetariano escondidinho de jerimum com purê de macaxeira e queijo coalho gratinado (R$28) e a maravilhosa porção de canoas de tapioca com pirarucu defumado, purê de macaxeira e queijo coalho (R$28, com 3). No prato principal, não perca o Pirarucu na redução de tucupi com banana da terra e jambu, R$62. Para finalizar, o mais pedido é o pudim de cumaru com nougatine de castanha do Pará e tapioca (R$18). Tem pratos veganos e vegetarianos.

Para beber, bons drinks (na faixa de R$30 a R$40) e caipirinhas de cachaça de jambu, além dos sensacionais refrigerantes da casa, feitos com água gaseificada (R$12). O de maracujá e capim santo é uma delícia.

restaurantes alter do chão

O ambiente navy e as telhas de tapioca com pirarucu defumado do Ty Comidaria

Tribal Restaurante Indígena

O mais bacana do Tribal é o ambiente, com luz baixa, muitas plantas e um mezanino bem arejado. É um ótimo lugar para comer uma porção de bolinho de piracuí (R$30), as fartas moquecas e calderadas (R$100 cada) e as porções de tucunaré ou pirarucu com arroz de jambu, maionese e farofa em diferentes molhos (de camarão, de leite de coco, de milho verde, escabeche…). Às sextas, costuma ter carimbó e virar uma espécie de balada local.

Boto Gelato

Apesar do calorão, Alter não dispõe de muitas sorveterias. A mais gostosa é a Boto, uma pequenina gelateria que tem pouquinhas opções, mas sempre muito boas e com ingredientes locais (como cupuaçu, castanha do Pará, cumaru, jambu, tapioca…). A casquinha pode ser de chocolate, cumaru ou maracujá, que vem até com sementinhas. Custa a partir de R$15.
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Os sorvetes de ingredientes locais do Boto e a casquinha com sementes de maracujá

Ocazum

A Ocazum não é um restaurante, mas é uma pousada nova, linda, espaçosa, bem localizada (em uma área cheia de natureza e, ao mesmo tempo, a poucos minutos de caminhada do centrinho) e com um bistrô delicioso. Mesmo que você não esteja hospedado lá, vale a pena enviar uma mensagem pra eles (os dados de contato estão no instagram) e consultar sobre a disponibilidade de jantar. Eles costumam atender não-hóspedes, se o movimento da casa estiver tranquilo.

O bistrô oferece lanches, gostosas porções de bolinhos (com opções sem carne) e sobremesas maravilhosas, como o alfajor artesanal com sorvete cremoso de cupuaçu e calda de chocolate.

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