10 restaurantes e bares diferentes em São Paulo

Alta gastronomia nórdica, balada árabe, bar subterrâneo e restaurante com quarto e sala são algumas das sugestões de lugares diferentes para conhecer em São Paulo.

E, para entrar nessa lista, não basta ser diferentão, não: tem que ser realmente bom. Ou seja, pode confiar que a comida é gostosa, a cerveja artesanal é de alta qualidade e os drinks são muito criativos. Durante a quarentena, alguns dos bares e restaurantes indicados estão atendendo com delivery, o que pode ser uma boa ideia para um jantar especial em casa.

Escandinavo

Comida nórdica autêntica, bem temperada, com sabores marcantes, porém, suaves. O Escandinavo se atenta aos pequenos detalhes (tudo tem estampa de alce!) para transportar o visitante para as frias terras de Noruega, Finlândia ou Dinamarca. O restaurante funciona em um casarão de Pinheiros em horários restritos e o cardápio, bem enxuto, muda a cada duas semanas.

Tudo é delicioso, mas alguns pratos são imperdíveis: os que levam salmão curado e defumado na hora, as receitas com pato, as danish pastries (massinhas folhadas e recheadas no estilo dinamarquês), o queijo marrom e a mostarda da casa são bons exemplos. Mas sempre surgem umas combinações muito criativas para provar, como sopa de cerveja com mignon suíno curado, cookie de queijo, pudim de cerveja e mel…

Pratos principais individuais custam a partir de R$50 (sempre há uma opção vegetariana), entradas a partir de R$22, sobremesas a partir de R$24. Cafés diferentões de R$6 a R$12, drinks de R$24 a R$36. As cidras vindas da Escandinávia custam R$18 (330ml) e a lata (500ml) da cerveja de trigo dinamarquesa Bear Beer sai por R$22.

Durante a quarentena, a casa está trabalhando com delivery das suas delícias (todas muito bem preparadinhas e embaladinhas) mediante reserva pelo whatsapp (11) 95144-4486.

Escandinavo
Rua Deputado Lacerda Franco, 141 – Pinheiros
Aberto às quintas-feiras, de 19h às 23h; sextas, de 12h às 15h e de 19h às 23h; sábados, de 12h às 16h e de 20h às 23h; e domingos, de 12h às 16h.

prato de restaurante escandinavo em são paulo

BiYou’Z

Quem gosta de cozinhas comandadas por imigrantes precisa conhecer esse pequeno boteco africano do Centro de São Paulo. Rodeado de outros restaurantes similares menos receptivos a estrangeiros, o BiYou’Z tem, além da comida boa, gente sorridente e atenciosa com todo mundo. De chef camaronesa, o local é decorado com objetos étnicos e também serve receitas de outros países, como Senegal, Congo, Angola e Nigéria.

A maior parte dos pratos (a partir de R$32) é típica e bem temperada, como o Mbongo Tchiobi (R$48), bagre coberto de molho escuro e apimentado acompanhado de mandioca, ou o Abisse (R$52), arroz com camarões, amendoim e castanhas, temperado com curry. Mas há receitas mais básicas e opções vegetarianas. De entrada, a partir de R$20, são servidos bolinhos, pastéis e porções de peixe ou camarão. Para os mais desconfiados, vale saber que o cardápio tem fotos dos pratos para ajudar na escolha.

Durante a quarentena, o restaurante está entregando via iFood. Os preços podem variar, devido às taxas cobradas pelo aplicativo.

BiYou’Z
Alameda Barão de Limeira, 19 – Campos Elíseos
Aberto de Segunda à Domingo, das 12h às 23h

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Al Jeniah

Uma espécie de balada escurinha onde você é recebido por atendentes sírios que preenchem a sua comanda em árabe enquanto, lá no fundo, ressoa uma voz forte cantando um animado samba de raiz. O Al Janiah vai bem além de ser um restaurante de culinária árabe. É casa de shows, centro multicultural, fórum de discussão política, ponto de encontro de refugiados, bar de drinks e cerveja artesanal – e por aí vai.

Comandado por um brasileiro filho de refugiados palestinos, virou um lugar para qualquer um (que tem respeito e apreço pela diversidade, obviamente) entrar e se sentir em casa. Boa parte dos funcionários vem de acampamentos de refugiados e a cozinha, segundo o proprietário, é muçulmana conservadora, elaborando os pratos com receitas tradicionais palestinas, libanesas e sírias.

A comida é muito gostosa, bem servida e a preços justos, como o kibe cru (R$22) e o falafel (R$16 na porção com oito bolinhos de grão de bico de tamanho generoso). Nosso favorito é o sanduíche de kafta no pão sírio (R$20), bem recheado e temperado. Para beber, além das cervejas tradicionais, tem a artesanal da casa (R$25) e drinks autorais (a partir de R$20) como o Palestina Libre (R$25), à base de arak, tradicional bebida árabe-palestina com cachaça, limão, pimenta biquinho e zaatar verde, tempero característico da culinária palestina.

Durante a quarentena, o Al Janiah está entregando via Uber Eats e iFood – neste último, aceita vale-refeição. Os preços podem variar, devido às taxas cobradas pelos aplicativos.

Al Janiah
Rua Rui Barbosa, 269 – Bela Vista
Aberto de terça a quinta, das 18h às 00h30; e sextas e sábados, das 18h30 às 2h.

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Bia Hoi

Ainda que São Paulo seja versada em culinária asiática, pululam os restaurantes vindos da Ásia Oriental, como japoneses e chineses, na mesma proporção em que faltam os do Sudeste Asiático, especialmente tailandeses e vietnamitas. Quem prefere receitas mais temperadas e aromáticas pode rumar para este pequeno barzinho do centro, que serve porções e pratos de inspiração vietnamita com aquela mescla linda de adocicado e picante.

As porções vão de R$18 (caso dos pés de frango empanados com molho de tamarindo, populares no Vietnã) a R$27 (nos bolinhos de peixe empanados com panko e servidos com geleia picante de jaca). Os sanduíches bem tradicionais (de R$21 a R$24) levam conserva de cenoura e nabo, pepino, coentro, hortelã, manjericão, maionese e uma carne. Dos pratos principais, que custam de R$29 a R$60, não perca o Thit Kho To (R$39), com lombo de porco caramelizado no molho de leite de coco queimado que, apesar de um pouco pesado, é de lamber os beiços; ou prove uma das opções sem carne, como o Cha Ca Chay (R$37), de tofu temperado com cúrcuma, gengibre e tamarindo com macarrão de arroz.

De terça a sexta, no almoço, um menu com entrada, prato principal e sobremesa custa cerca de R$35. A casa sempre oferece um chope artesanal com preço em conta e boas opções de cerveja de garrafa de artesanais como Jupiter e Blondine. Nos drinks (a partir de R$20), tem diferentes versões de kombucha e a variante vietnamita da Bloody Mary, a Bloody Mekong (R$26), que troca o molho inglês por Nuoc Mam.

Durante a quarentena, eles entregam alguns pratos, entradinhas e bebidas via Loja Virtual Nuvem – o link está disponível no instagram deles.

Bia Hoi
Rua Rego Freitas, 516 – Vila Buarque
Aberto de terça a sexta, das 12h às 14h30 e das 19h às 23h; sábados, das 12h às 17h e das 19h às 23h; e domingos, das 12h30 às 17h.

O delicioso Thit Kho To do Bia Hoi.

 

Centro de Tradições Nordestinas

Tem muito restaurante de comida nordestina deliciosa em São Paulo, mas poucos lugares com o clima zero gourmetizado do Centro de Tradições Nordestinas, no bairro do Limão. Além da decoração simpática, que leva o visitante às ladeiras rodeadas de casas coloniais de Olinda, Salvador e outros cantinhos da região, a comida é gostosa, as porções são gigantes e, nos fins de semana, a casa ferve com shows bem roots de forró para dançar madrugada adentro.

No corredor, barraquinhas servem porções meio padronizadas de acarajé, pastéis, cocadas e bolos, mas no salão principal a comida é mais raiz. O restaurante mais tradicional é o Cariri (box 5), que serve pratos a partir de R$25 (porções individuais extremamente bem servidas). O baião de dois “pequeno” (R$65) serve de duas a três pessoas e vem com bifes de carne de sol e mandioca frita. Também há outras opções tradicionais, como escondidinho, moqueca, bobó de camarão, galinha caipira… As porções para compartilhar partem de R$25, as cervejas tradicionais, de R$5 e as caipirinhas, de R$20.

CTN – Centro de Tradições Nordestinas
Rua Jacofer, 615 – Limão
De segunda a quinta, das 12h às 16h, abrem somente alguns restaurantes; o complexo todo, com as barraquinhas, abrem às sextas e sábados, das 12h às 5h, e domingos das 12h às 22h30.

Comida nordestina em São Paulo

Borgo Mooca

Quando almoçamos em casa, podemos passear pelos cômodos e escolher se vamos fazer a refeição na sala, na cozinha ou no escritório. No Borgo Mooca é mais ou menos assim: o restaurante é uma casa dos anos 1950 e as mesas estão graciosamente espalhadas pelos cômodos – caminhe um pouco para conhecer o lar antes de sentar-se.

Além da sensação de acolhimento, de estar indo comer na casa de um amigo com bom gosto para decoração, a comida chama a atenção: o menu é bem experimental, com combinações curiosas, e muda toda semana. Nas entradas, podem surgir a coxa creme de frango confit e catupiry ou o bolovo de bochecha de porco (entre R$20 e R$30) ou a burrata com acompanhamentos (em torno de R$50). Os pratos principais individuais, de inspiração italiana, giram entre R$60 e R$80 e as sobremesas saem por cerca de R$25. No almoço de sexta-feira, a casa oferece um menu com entrada, prato principal e sobremesa por R$45.

Durante a quarentena, o Borgo Mooca está trabalhando com delivery via app Goomer Go. O link está no instagram do restaurante.

Borgo Mooca
Rua Comendador Roberto Ugolini, 129 – Parque da Mooca
Para jantar, abre nas quintas, sextas e sábados, das 18h30 às 22h30; para almoço, abre nas sextas, das 12h às 15h, e nos sábados e domingos das 12h às 16h.

bolovo, comida típica de são paulo

Foto: Divulgação

Jardin do Centro

Mescla de café e loja de plantas, o Jardin tem um clima verde aconchegante para um cafezinho despretensioso de fim de tarde bem no centro de São Paulo.  Lá dentro é até mais fresco, com plantinhas emoldurando todos os cantos. Apesar de não ser vasto, o cardápio é barato (dá para tomar um café da manhã simples e gostoso por menos de R$10) e focado em opções caseiras e receitas vegetarianas e veganas. Os cafés partem de R$3 e os lanches de R$4 (caso do pão de queijo multigrãos). Vá no bolo de maçã com canela (R$6 a fatia) ou no pão caseiro de milho com cream cheese e goiabada, que não está no cardápio (R$11). O único inconveniente é que o café não fornece wi-fi gratuitamente.

Jardin do Centro
Rua General Jardim, 494 – Vila Buarque
Abre de segunda a sábado, das 9h às 19h, e nos domingos das 10h às 14h.

restaurantes diferentes em são paulo

Câmara Fria

Nem todo mundo sabe, mas na sobreloja do tradicional bar Original, em Moema, tem um reduto de cervejeiros que fica meio escondido atrás de uma porta de câmara fria. Diferente do andar de baixo, onde os garçons servem chope lager com colarinho alto em ritmo frenético, o Câmara Fria é escurinho, tranquilão e um dos melhores lugares para tomar a cerveja mineira Wäls, cujo chope não se encontra em qualquer esquina em São Paulo.

O local também tem torneiras ocupadas por cervejarias convidadas, como Blondine, Jupiter, Goose Island… O copo de 250ml parte de R$ 12 (250ml) e o cardápio conta com pizzas individuais da Bráz (R$28, quatro sabores disponíveis), coxinhas e empadas que saem da cozinha de tempos em tempos (os garçons avisam a cada fornada) e porções de queijos e embutidos com pãezinhos assados na hora (cerca de R$40, para duas pessoas). Quem prefere tomar cervejas de garrafa pode se dirigir até o banheiro(!), pescar a sua favorita na banheira cheia de gelo(!) e avisar o garçom sobre a aquisição. Parece creepy, mas é divertido.

Câmara Fria
Graúna, 137 – Moema (sobreloja do bar Original)
Aberto terças e quartas, das 19h às 01h; e de quinta a sábado, das 19h às 02h.

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Cervejaria Tarantino

Tudo bem, pode até não ter nada de muito diferente em uma cervejaria artesanal – afinal, elas estão tomando conta das zonas Oeste, Centro e Sul de São Paulo, com fábricas, bares e gastropubs. Mas isso é justo o mais legal da Tarantino: ela fica na Zona Norte, no Bairro do Limão, completamente fora do eixo cervejeiro da cidade, atraindo outros públicos. A fábrica também funciona lá, mas o bar só abre de sexta a domingo, com mesões compartilhados em áreas interna e externa.

O clima é bem relax, com cadeiras de praia, cesta de basquete, pebolim… Para beber, o pint da Miracle IPA, nossa preferida, sai em torno de R$20 e o pint da Fruit IPA, com Umbu e Cambuci, sai por cerca de R$24, mas há opções a partir de R$10. Além das cervejas do cardápio fixo, eles vivem inventando sabores criativos, que podem pintar nas torneiras de chope da fábrica. O último exemplo dessas deliciosas invencionices foram as cervejas sazonais de “festa junina” lançadas em junho de 2020, como a Saison Cocadinha e a Porter Pé de Moça. Se você for para comer, consulte qual será o food truck do dia, já que a Tarantino ainda não tem cozinha própria.

Durante a quarentena, a cervejaria está entregando via app Delivery Direto. O link está no instagram deles.

Cervejaria Tarantino
Rua Miguel Nelson Bechara, 316 – Limão
Abre sextas, das 17h às 22h; sábados, das 14h às 22h; e domingos, das 14h às 20h.

Bar dos Arcos

Nos porões do majestoso Theatro Municipal de São Paulo fica um labirinto de pedra que antes era duto de ventilação, mas hoje é Bar dos Arcos. Depois de muito burburinho sobre o que aconteceria lá embaixo, na fundação do edifício de 1911, o bar finalmente abriu as portas em 2018. E é difícil não se encantar pelo mistério que é atravessar a iluminação escassa do subterrâneo de São Paulo, uma espécie de upside down de um dos mais importantes teatros do Brasil.

A luz fica mais forte nos mesões que cruzam os corredores, cuja inspiração veio do bar do hotel Overlook, do filme O Iluminado, de Stanley Kubrick. Pelos cantos do labirinto sustentado por imponentes arcos romanos, há salinhas escondidas e até uma piscina de bolinhas. O preço dos drinks autorais (um deleite para os olhos e para o Instagram) no Bar dos Arcos é a partir de R$30, como o Tosca (R$ 35), que leva tequila, licor de laranja, limão, gengibre e soda de hibisco, e o Amadeus (R$ 41), com bourbon e vermute.

O lugar ainda é novidade, portanto, concorridíssimo: lota até durante a semana e as reservas são feitas somente para grupos de 5 pessoas ou mais. No instagram deles, eles indicam um app de fila virtual, em que o cliente pode colocar seu nome na lista antes de sair de casa.

Bar dos Arcos
Praça Ramos de Azevedo, s/n (subsolo do Theatro Municipal)
Aberto terças e quartas, das 18h à 1h; quintas e sextas, das 18h às 2h; e sábados, das 18h às 3h.

bar no Teatro de São Paulo

Preços e cardápios atualizados em 2020.

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