Comida exótica: 9 restaurantes típicos em São Paulo

Não há cidade melhor para provar sabores inusitados que São Paulo. Porém, por mais que pareça que a cidade tem tudo de tudo, algumas comidas exóticas e típicas de outros países são difíceis de encontrar até mesmo por aqui. Por isso, fizemos uma listinha com os restaurantes mais exóticos da cena paulistana, na nossa opinião.

Antes de tudo, é bom deixar claro: o que consideramos exótico aqui nesse post não é um país, uma região ou um povo. São os sabores, os ingredientes de alguma comida típica. Segundo o dicionário, exótico é tudo aquilo que é incomum, inusitado ou estrangeiro, que tem origem em outro lugar. Infelizmente, muita gente usa a palavra “exótico” de forma preconceituosa e incorreta, como sinônimo de algumas etnias.

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Pra gente, um restaurante de comida exótica é um restaurante que serve preparos ou ingredientes diferentes dos conhecidos por aqui. Por exemplo: a comida japonesa ou chinesa não é considerada exótica, já que é comum encontrar restaurantes típicos desses países. Já a comida mongol ou coreana é mais rara de se encontrar no Brasil, portanto, é mais exótica. Na Europa, vale a mesma regra. Claro que restaurantes franceses, italianos, portugueses, pululam em qualquer cidade brasileira. Mas e restaurantes de comida escandinava, russa ou polonesa, por exemplo? Você conhece? Se são locais de receitas raras ou incomuns, elas podem ser consideradas exóticas.

Para resumir, esses são os melhores restaurantes de comida exótica de São Paulo, na nossa opinião. Logo abaixo, você confere mais informações sobre os ambientes, preços e cardápios desses locais:

  • O Caos Brasilis, na Vila Madalena, que usa ingredientes típicos de biomas brasileiros para criar drinks diferentões;
  • O Escandinavo, em Pinheiros, que apresenta receitas inusitadas de países nórdicos com ingredientes importados de lá;
  • O BiYou’Z, no Centro, de chef camaronesa e pratos africanos em clima de boteco;
  • O Amigo do Rei, em Mirandópolis, de chef iraniana e com uma comida persa simplesmente sensacional;
  • O Open Taste, em Pinheiros, de uma refugiada síria e staff todo de imigrantes (sírios, venezuelanos, iraquianos…);
  • O Komah, na Barra Funda, de chef filho de coreanos e com o melhor do street food da Coreia;
  • O Paca Polaca, entre Pinheiros e Sumarezinho, com comida judaica autêntica;
  • O Tantra Mongolian Grill, na Vila Olímpia, com tempero mongol, pratos afrodisíacos e danças com serpentes;
  • A Feira Kantuta, no Canindé, com empanadas andinas caldosas feitas pela comunidade boliviana local.

Comida exótica em São Paulo

Caos Brasilis, na Vila Madalena

Uma das melhores novidades gastronômicas do bairro, pertinho do Beco do Batman, cheia de sabores surpreendentes. O cardápio encontra harmonia perfeita entre a comida tradicional brasileira e sabores completamente fora da curva, valorizando ingredientes característicos das diferentes culinárias típicas do Brasil.

Mas e desde quando a comida nacional é exótica? No Caos Brasilis, os drinks (a partir de R$28) são. Eles trazem ingredientes locais de regiões extremas com muita propriedade. Já provou drink de pinhão e erva-mate da região Sul, por exemplo? Ou do Norte, de cajá, cupuaçu, manipueira (líquido extraído da mandioca), puxuri e cumaru (duas sementes amazônicas)? As combinações são muito diferentes e trazem o sabor de cada bioma do Brasil.

comida descolada e exótica em são paulo

Brasilidade exótica os drinks do Caos Brasilis exaltam a diversidade dos biomas brasileiros

Para complementar seu drink, abuse das comidinhas do cardápio, que estão entre as melhores que provamos nos últimos tempos. Comece pelo couvert de pães (R$35), com um azeite dos deuses e uma maravilhosa manteiga de mel de cacau. No prato principal, o Tortelli de queijos brasileiros (R$72) vem com crocante de tapioca e azeitona preta, regado com uma rica água de tomate que jamais saberemos explicar em palavras. A galinhada (R$74), feita com mini arroz, rocambole de frango, quiabo e emulsão de pequi também é boa demais.

Vale avisar que os pratos principais são bem pequenos e, dependendo da fome, podem ser insuficientes. Peça uma entrada para garantir. Durante a semana, o Caos tem menu completo de almoço (entrada, prato e sobremesa) por R$70, num dos melhores custo-benefício da cidade todinha.

O Escandinavo, em Pinheiros

Comida nórdica autêntica, bem temperada, com sabores marcantes, porém, suaves. O Escandinavo se atenta aos pequenos detalhes (tudo tem estampa de alce!) para transportar o visitante para as frias terras de Noruega, Finlândia ou Dinamarca. O restaurante funciona em um casarão de Pinheiros em horários restritos e o cardápio, bem enxuto, muda de tempos em tempos.

Tudo é delicioso, mas alguns pratos são imperdíveis: os que levam salmão curado e defumado, as receitas com pato, as danish pastries (massinhas folhadas e recheadas no estilo dinamarquês), o queijo marrom e a mostarda da casa são bons exemplos. Mas sempre surgem umas combinações muito criativas para provar, como sopa de cerveja com mignon suíno curado, cookie de queijo, pudim de cerveja e mel… é definitivamente um dos restaurantes europeus mais exóticos de São Paulo.

Pratos principais individuais custam a partir de R$60 (sempre há uma opção vegetariana), entradas e sobremesas a partir de R$20. Durante a pandemia, a casa está trabalhando com delivery de algumas das suas delícias (todas muito bem preparadinhas e embaladas) e jantares harmonizados especiais com menus fechados, com reserva antecipada via whatsapp (11) 95144-4486, na faixa de R$200 por pessoa. Nos menus, os pratos são gostosos, lindos, sempre temáticos e com muita criatividade. Vale cada centavo.

comida exótica em são paulo

No Escandinavo, além dos sabores nórdicos, a apresentação dos pratos também é temática

BiYou’Z, no Centro

Um pequeno boteco africano no Centro de São Paulo cheio de comida boa, gente sorridente e atenciosa com todo mundo. De chef camaronesa, o local é decorado com objetos étnicos e também serve receitas de outros países, como Senegal, Congo, Angola e Nigéria.

A maior parte dos pratos (a partir de R$35) é típica e bem temperada, como o Mbongo Tchiobi (R$42), bagre coberto de molho escuro e apimentado acompanhado de mandioca, ou o Abisse (R$56), arroz com camarões, amendoim e castanhas, temperado com curry. Mas há receitas mais básicas e opções vegetarianas. Para os mais desconfiados, vale saber que o cardápio tem fotos dos pratos para ajudar na escolha.

Amigo do Rei, em Mirandópolis

Quem quiser se sentir no Oriente Médio pode colocar o Amigo do Rei no GPS. Especializado em comida persa, a história deste restaurante começou em 1991, quando a chef iraniana Nasrin chegou no Brasil de mala, cuia e livro de receitas. Nasrin abriu o primeiro Amigo do Rei no Rio de Janeiro, depois se mudou para Belo Horizonte e levou o restaurante junto. Em 2011, foi pra São Paulo, onde está até hoje, e recebe os clientes na sala da própria casa.

O sabor dos pratos do Amigo do Rei é surreal, um verdadeiro passeio pela comida iraniana. A sopa vegetariana Adasi (R$23), de lentilhas, nigella, cominho e golpar (tempero local), servida com cebolas caramelizadas, perfuma a casa toda. Já o Fessenjan (R$46), com almôndegas de carne em molho adocicado de romã, nozes e canela, é um dos melhores pratos estrangeiros que já provamos em São Paulo. Tudo é uma delícia, autêntico, de lamber os dedos – e bem servido, embora nunca deixemos sobrar nada para o dia seguinte por motivos de gula. Durante a pandemia, o Amigo do Rei só atende por delivery para pedidos feitos com antecedência via whatsapp, mas esperamos que a casa volte a abrir logo!

comida iraniana em são paulo

Expresso do Oriente (Médio) a sopa Adasi e o prato Fessenjan do Amigo do Rei levam direto pra lá

Open Taste, em Pinheiros

Esse é um dos projetos gastronômicos mais bacanas de São Paulo, obra da refugiada síria Joanna Ibrahim. O Open Taste é um restaurante de comidas típicas feitas por imigrantes, é uma plataforma que viabiliza a distribuição desses pratos típicos para os clientes e é também um centro de capacitação para os funcionários, exclusivamente refugiados de outros países que vem tentar a vida no Brasil.

Da cozinha, saem receitas típicas (e fiéis aos preparos originais) de países como Síria, Venezuela, Bolívia, Colômbia, Iraque, Congo… As arepas muito bem recheadas (colombianas e venezuelanas) no melhor estilo podrão estão entre nossos itens favoritos do cardápio, que costuma mudar devido ao revezamento de chefs. Em agosto de 2021, com a queda nos números da pandemia, o restaurante reabriu as portas do espaço físico.

Komah, na Barra Funda

A melhor comida coreana que já provamos no Brasil, sem dúvida. O Komah, que integra a listinha de restaurantes casuais do Guia Michelin, é do chef Paulo Shin, paulistano filho de coreanos, que se inspira nos pratos tradicionais executados por décadas pela sua mãe.

Mas o chef joga essa tradição com seus experimentos, suas manias inventivas na cozinha, aprendidas nos grandes restaurantes onde trabalhou em São Paulo e em Nova York. E consegue fazer até uma simples omelete ter sua assinatura e ser um dos pratos mais deliciosos e pedidos do restaurante. É o kimchi bokumbap (R$60), arroz salteado com kimchi e coberto com a dita-cuja.

O arroz caldoso e queimadinho de costela bovina com ovo estalado em cima (R$63) é outra execução primorosa, de sabor potente, enquanto o Samgiopsal, pancetta assada que vem desmanchando, glaceada no molho apimentado (R$54), leva você direto prum churrasquinho de rua em Seoul. Para provar de tudo um pouco, o menu degustação tem preço imbatível: R$115.

A concorrida omelete cremosa e o arroz de costela do Komah, que vem tostadinho

A concorrida omelete cremosa e o arroz de costela do Komah, que vem tostadinho

Paca Polaca, entre Pinheiros e Sumarezinho

Portinha estreita, toldo vermelho, chão xadrez, meia dúzia de banquinhos altos para comer no balcão. Tem cara de boteco, mas é um pequenino e delicioso restaurante de comida judaica e do leste europeu.

Nosso prato favorito sempre será o varenike (R$33), tradicional massa recheada de origem ucraniana. O recheio costuma ser de batata, mas na Paca também tem de recheio vegano, de cogumelos e de espinafre e ricota, sempre finalizado com cebola caramelizada e creme azedo. Também vale o schnitzel (de R$30 a R$35), típico bife a milanesa finíssimo alemão, de frango ou berinjela, com saladinha muito bem temperada com coentro (erva amada e muito presente nos preparos da casa, obrigada), curry e amendoim. Alguns itens não são servidos lá e são vendidos somente para retirada ou delivery.

Tantra Mongolian Grill, na Vila Olímpia

Mais antigo restaurante da lista, inaugurado em 1998, o Tantra é o exótico tradicional do bairro. Tem o combo completo: ambiente temático, pratos afrodisíacos, apresentações, dança sensual com serpentes, massagem shiatsu…

O modelo grill é o mais interessante da casa, com ilhas de ingredientes crus para você mesmo montar sua combinação favorita na cumbuquinha, entregá-la ao chapeiro e assisti-lo grelhando o prato na sua frente. Costuma ter carne de tubarão, de javali, de bufalo, além de uma ilha só de temperos que garantem a autenticidade da sua versão. Os pratos saem a partir de R$50 e tem opções a la carte de curry tailandês, salmão no cedro japonês e boas receitas agridoces.

Feira Kantuta, no Canindé

Quer provar comida andina honesta por poucos reais? Então chega mais. A Feira Kantuta é uma tradicional feira da comunidade boliviana na praça homônima no Canindé, perto da estação Armênia do metrô. Acontece todos os domingos, sempre com artesanato local e barraquinhas de comida de rua.

Não perca as empanadas bolivianas, que em nadinha se assemelham às famosas argentinas: a versão andina é picante, caldosa, recheada com carne e batatas – lembre de pedir uma colher (e guardanapos, muitos guardanapos) para tomar o caldinho e fazer menos sujeira.

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Pra quem mora em São Paulo e está procurando um apê incrível pra passar um fim de semana ou feriado sem precisar sair da cidade, aqui tem algumas opções centrais com JACUZZI privativa!

A nossa favorita é a Beautiful Penthouse, na região do Brooklyn, na Zona Sul. É um dos melhores lugares onde já nos hospedamos: apartamento lindo, bem localizado, todo equipado e com uma vista surreal nos janelões de vidro e no terraço privativo, que tem uma jacuzzi com água aquecida.

Em Pinheiros, Zona Oeste, tem uma opção igualmente linda e um pouco mais barata: o Pinheiros Estilo Premium,  também muito bem decorado, com ótima localização e uma jacuzzi privativa no jardim. No centro, a Cobertura Duplex Villa Paulista, no Bela Vista, a uma quadra da Avenida Paulista, é grande, tem dois quartos e hospeda 6 pessoas. No térreo, piscina coletiva; no terraço, vista, uma bela jacuzzi privativa e churrasqueira.

Preços e informações atualizados em 2021. Cardápios e valores dos restaurantes podem ser alterados a qualquer momento, sem aviso prévio. A pandemia do coronavírus pode ter afetado o funcionamento de locais citados, confira antes de ir.

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